sexta-feira, 3 de novembro de 2017

América Pré-colombiana (1º colegial)

A América Pré-colombiana é o estudo da América e seus moradores antes da chegada dos Europeus (Cristóvão Colombo). Existe uma estimativa entre os historiadores de que a América possuía aproximadamente de 20 milhões de nativos (alguns trabalham com a possibilidade de serem 80 milhões!). Estes nativos (ameríndios) possuíam organização cultural, social e econômica totalmente diferentes uns dos outros, apresentando grande diferenciação tecnológica. 

Podemos diferenciar as sociedades da América Pré-colombiana entre Nômades e Sedentários (também existem os semi-nômades, que estão em estágio de transição). As tribos de características nômades vivem da retirada de alimentos da natureza através da caça, pesca e coleta. Este modo de vida impossibilita a permanência da tribo no mesmo local. Quando o alimento começa a se tornar escasso, torna-se necessário a migração para outra região. A grande maioria das tribos da América eram nômades, entre elas temos como exemplo os Guaranis, Tupis, Inuitis, Botocudos, Jes, Sioux, etc.
As tribos sedentárias possuíam um estágio de desenvolvimento maior e se fixavam no território, pois já haviam desenvolvido o plantio e a criação de animais. Com a produção de seu próprio alimento, estes povos disponibilizaram de tempo, que passou a ser aproveitado para o conhecimento e desenvolvimento. Existiram três tribos neste estágio: Astecas, Maias e Incas.

ASTECAS





Os Astecas habitavam a atual capital do México entre os séculos XIV e XVI. Estavam organizados em torno do Imperador, que era tratado como um Deus. Possuíam vários deuses que possuíam ligações com elementos da natureza. Criaram a capital do seu império chamada Tenochtitlán (Atual cidade do méxico) e aproximadamente 500 cidades, com uma população que pode ter chegado a cerca de 15 milhões!. Sua organização agrícola possibilitou a criação de ilhas artificiais em lagos para aumentar sua capacidade de cultivo. 

Foram responsáveis pela criação de diversas pirâmides que eram usadas para rituais religiosos que incluíam sacrifícios humanos. Entre estas pirâmides está a pirâmide da lua na cidade de Teotihuacan, a segunda em altura do mundo.



MAIAS



Os Maias habitavam entre o sul do México e a Guatemala. Este povo que também era politeísta e viviam do plantio do milho, teve grande desenvolvimento na astronomia e matemática. Construíram diversas piramides e observatórios usados para a análise dos planetas. Através destes estudos desenvolveram um detalhado calendário que era capaz de prever eclipses e fora datado até 2012. Sua matemática inventou as casas decimais e o valor zero. Entre suas construções, destaca-se a pirâmide de Chichén Itzá, considerada uma das 7 maravilhas do mundo moderno.











INCAS

Os Incas formaram um império que se estendeu pelas montanhas nas regiões do Peru, Chile, Equador e Bolívia. Possuíam significativo sistema de estradas e tinham como deus principal Inti (sol). Tiveram significativo desenvolvimento na engenharia, pois diferentemente dos Astecas e Maias, não possuíam nenhuma massa similar a cimento e viviam em uma região de grande atividade sísmica. Suas construções eram feitas com rochas (que chegavam a mais de 1 tonelada) que eram moldadas para que se encaixassem. Esta atividade se torna ainda mais surpreendente devido à inexistência de materiais feitos de ferro. As rochas moldadas e encaixadas eram resistentes aos abalos sísmicos e muitas de suas construções permanecem até os dias de hoje. Como exemplo temos a cidade de Machu Picchu (também uma das 7 maravilhas do mundo moderno) que está localizada a cerca de 2800 metros do nível do mar. 

Em várias de suas cidades, existia um complexo sistema de esgoto, e para conseguir o cultivo de alimentos, moldavam as montanhas em terraços gigantescos, tornando possível o plantio do alimento.


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Farroupilha 1835-1845 (2° colegial)


A farroupilha ou guerra dos farrapos foi um dos maiores levantes da história do Brasil e ocorreu na região sul, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Rio Grande do Sul era o principal criador de gado do Brasil, e era responsável pelo abastecimendo da região das minas gerais com carne seca e charque. Entretanto, a política de indicação dos governadores levou ao aumento dos impostos sobre a carne gaucha que provocou dificuldades na concorrência com a carne argentina que sofria menos impostos. Após tentativas fracassadas de acordo com o governo regêncial, os fazendeiros gaúchos iniciaram o levante com a participação dos populares e dos escravos, que receberiam a liberdade em caso de vitória.
A farroupilha recebeu este nome devido aos trajes dos integrantes de seu exército. O principal nome da liderança dos farrapos era o fazendeiro Bento Gonçalves que conseguiu levar à separação a província em 1837, e a fundação da República Rio Grandense. O governo brasileiro conseguiu recuperar o território em seguida, mas a insistência dos farrapos levou a nova separação e a fundação da República do Piratiní. Bento Gonçalves foi escolhido para ser o primeiro presidente, mas após emboscada do exército brasileiro, foi preso e enviado para a prisão em Salvador. Com o advento da Sabinada, Bento Gonçalves consegue se libertar e retornar à república do Piratiní, sendo nomeado presidente.
Outro nome importante foi o italiano Giuseppe Garibaldi. Fugitivo de seu país, onde lutou pela unificação, acabou se unindo ao levante farroupilha alcançando cargos importantes e fundamental na formação de uma marinha e na defesa do território. Sua atuação incentivou o levante em Santa Catarina que em 1838 se separou do Brasil e fundou a República Juliana. A reação governamental se deu através da atuação do exército brasileiro liderado por Duque de Caxias. Após recuperar Santa Catarina, venceu com grande esforço a batalha do piratiní, mas não conseguiu acabar com os farroupilhas. O fim do levante só se deu após o golpe da maioridade que levou a coroação de Dom Pedro II com apenas 14 anos. A intervenção do monarca possibilitou um acordo com os farrapos, no qual o governo iria passar a cobrar impostos sobre a carne argentina, os escravos que lutaram no conflito ganhariam a liberdades e todos os presos seriam libertados. Desta forma, o Rio Grande do Sul voltou a ser um território brasileiro.

Sabinada 1837-1838 (2° colegial)



A Sabinada foi um movimento ocorrido no estado da Bahia e envolveu profissionais liberais e a classe média. Recebeu este nome devido a liderança do médico Francisco Sabino. A insatisfação com a presença do governador indicado pela regência e principalmente devido a convocação obrigatória feita pelo exército brasileiro levou ao levante que se espalhou de Salvador para o restante do Estado. A dificuldade em se chegar a uma definição sobre a separação da Bahia levou os sabinos a decretarem a autônomia do território. Desta forma, se mostravam contrários ao controle regêncial e dos governantes indicados por estes, e portanto queriam a autonômia até a coroação de Dom Pedro II, quando voltariam a integrar ao reino. O levante foi controlado com a chegada do exército brasileiro, gerando cerca de 2 mil mortes e 3 mil presos.

Balaiada 1838-1841 (2° colegial)


O Maranhão passava por forte crise econômica devido ao declínio do comércio do algodão após a independência americana. A miséria e o descontentamento se espalhava pela população, e além da insatisfação com a indicação do governador pelo regente, a convocação obrigatória pelo exército gerou um clima de tensão por todo o estado.
A balaiada foi uma revolta que contou com a participação de varios grupos sociais insatisfeitos. A elite urbana usava o jornal O Bem Te Vi como forma de criticar o governo e incitar a população ao levante. O movimento recebeu o nome balaiada devido ao artesão Manuel dos Anjos, conhecido por Manuel balaio. Após seus filhos serem convocados para o exército o mesmo passou a ser um dos líderes das camadas populares contra o governo regêncial. Outro grupo se formou sob a liderança do vaqueiro Raimundo Gomes, o "cara preta", após seu ataque a uma delegacia para libertar seu irmão. Além destes grupos, outro importante foi o grupo de escravos quilombolas liderados por Preto Cosme, que chegou a contar com 3 mil integrantes.
Embora tenha alcançado apoio de diversas camadas da sociedade, a balaiada não possuia uma liderança e um objetivo unificador, e por este motivo, o exército brasileiro conseguiu controlá-la através da atuação do Barão de Caxias.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Cabanagem 1835-1840 (2° colegial)


A revolta da Cabanagem foi um grande levante armado ocorrido no antigo estado do Grão-Pará. Grande parte da população estava no nível da pobreza e por morarem em cabanas a beira dos rios, eram chamados de Cabanos. A indicação do governador Lobo de Souza pelo regente Feijó gerou grande insatisfação na população do estado e gerou a união de fazendeiros, pequenos proprietários e cabanos. A revolta levou a tomada do palácio do governador na capital Belém do Pará e a execução de Lobo de Souza. 
O primeiro governador cabano foi o fazendeiro Félix Malcher. As divergências perante os objetivos da revolta ficaram claras durante seu governo. Seu interesse em acabar com a revolta e dialogar com o governo de regente feijó foi o principal motivo de ser tratado como traidor e executado. Com a morte de Félix Malcher, sobe ao poder o segundo governador cabano, Francisco Vinagre. O terceiro governador cabano viria da camada popular, com a nomeação de Eduardo Angelim. Seu governo sofreu com as violentas investidas do exército brasileiro que levaram a uma estimativa de 40 mil mortos, pondo fim ao levante popular.

Revolta dos Malês 1835 (2° colegial)


A interessante revolta dos Malês ocorreu em Salvador e tem como grupo revoltoso os escravos de religião islâmica. Revoltados com a obrigação de conversão ao catolicismo e com a escravidão, estes escravos que também eram escravos de ganho (capazes de acumular dinheiro através do comércio) organizaram uma revolta com o intúito de dominar Salvador e servir de inspiração para que os escravos do resto da Bahia continuasse a revolta. Pretendiam transformar a Bahia em uma República Islâmica sem a escravidão negra. 

Para alcançar este objetivo acumularam armas e pretendiam invadir a delegacia e libertar um dos lideres dos escravos, Pacífico Licutan, que serviria para ajudar no convêncimento dos outros escravos na adesão à revolta. Entretanto o plano foi denunciado e uma emboscada surpreendeu os revoltosos. A perseguição atravessou a madrugada do dia 25 de janeiro de 1835 e os revoltosos foram capturados e executados.

Abdicação de Dom Pedro I e inicio do período regêncial (2° colegial)


O reinado de Dom Pedro I gerou muita insatisfação na população brasileira. As divergências começaram com a criação da nova constituição, que tinha como base os três poderes (legislativo, executivo e judiciário) mas que recebeu a adição de um quarto poder que ficava na mão do monarca, o poder moderador. Este poder lhe dava possibilidade de intervir em todos os outros poderes, legitimando desta forma um poder absoluto na mão do Rei. Junta-se a este fator o surgimento de revoltas e processos de separação, como a confederação do equador no nordeste e principalmente a guerra da Cisplatina que levou à perda deste território e a criação do Uruguai. 
O ponto crucial para a abdicação aconteceu no Rio de Janeiro em um grande conflito entre apoiadores e opositores do monarca na chamada Noite das Garrafadas. Após este conflito no centro da capital Dom Pedro I abdicou o trono e retornou a Portugal.

Ao deixar o país, Dom Pedro I deixou seu filho Dom Pedro de Alcântara como sucessor ao trono, que na época possuía apenas 5 anos, e portanto estava incapacitado de assumir o cargo. Perante esta situação foi criádo um governo regêncial que inicialmente era formado por 3 integrantes mas que posteriormente ficou na mão de apenas uma pessoa. O primeiro regente foi Diogo Feijó que tinha a responsabilidade de manter o país estável para entregá-lo a Dom Pedro de Alcântara quando este chegasse aos 18 anos. Para isso, estava proíbido iniciar guerras, anular leis e distribuir títulos de nobreza. Em seu governo, o regênte foi responsável pelo aumento dos poderes dos governadores que passaram a ser indicados pelo próprio regente. Esta situação gerou muita insatisfação nos estados e provocou o início das revoltas do período regêncial.